Terapia do luto: da perda à aceitação do ciclo da vida

No mês marcado pelo Dia Nacional do Luto (21), somos convidados a refletir sobre questões, culturalmente, sensíveis. Lidar com uma situação de perda, muitas vezes exige muita força, equilíbrio emocional e disposição, como nos esclarece a Psicóloga Carla Lopes, que atua na Clinicentro.

A vida é um ciclo em que precisamos ser capazes de compreender cada uma de suas etapas.

Carla Lopes

PSICÓLOGA

Quando nos deparamos com a morte, em alguns casos, esta passa a ser considerada a etapa mais difícil deste ciclo, talvez a maior delas. A morte costuma ser associada ao luto. E o luto em si é o processo emocional onde se vivencia a ausência e o vazio causado por uma perda, gerando um conjunto de reações diante do ocorrido.

A psiquiatra Elisabeth Kubler-Ross que estudou sobre a morte, identificou que alguns estágios característicos do processo de luto, não necessariamente seguem uma ordem, mas as fases esperadas são: negação, raiva, barganha/negociação, depressão e aceitação. O processo do luto pode ser organizado, quando a pessoa consegue disponibilizar novos investimentos na sua vida, tanto na parte funcional como emocional. E pode ser considerado patológico, quando o processo de luto desencadeia sintomas psicológicos, físicos, comportamentais, sociais, em que a pessoa não consegue lidar com a situação de perda. A pessoa não avança nas etapas que precisam ser vencidas.

A Terapia do Luto, conduzida por um profissional habilitado, serve para auxiliar a pessoa enlutada na reorganização dos pensamentos e sentimentos provocados por essa dor. A Terapia busca trabalhar estratégias e habilidades de readaptação a uma nova realidade, através de um espaço de acolhimento para o enlutado poder se expressar, refletir e se escutar.

“O processo mais amoroso de recuperação é aquele que diz respeito a nós mesmos.
Tudo o que é possível fazer é amorosidade pura quando estamos disponíveis a renascer.”

Ana Cláudia Quintana Arantes
Um trecho do livro “A Morte é Um Dia que Vale a Pena Viver” (2016)

O papel do terapeuta no processo do luto contribui para que a pessoa enlutada restabeleça o seu equilíbrio emocional, respeitando o seu tempo e suas limitações, sem julgamento e cobranças.

Carla Lopes, Psicóloga (CRP 07/30185)

Sem categoria

Entre em contato conosco whatsapp